1968 - III Festival Internacional da Canção da Rede Globo de Televisão  escrito em sábado 08 março 2008 02:32

Foi no III FIC,no ano de 1968 que Geraldo Vandré apresentou a musica "Caminhando",também conhecida como "Prá não dizer que não falamos de flores",cujo refrão "Vem vamos embora que esperar não é saber/Quem sabe faz a hora ,não espera acontecer ",foi consagrado pelo publico.

Para alguns hisoriadores esta musica  foi um dos estopins para que surgisse o AI-5 de dezembro de 1968.

 

 

Letra da musica:Caminhando(Para não dizer que não falamos de flores) ,interpretada por Geraldo Vandré

 

Caminhando e cantando e seguindo a canção

Somos todos iguais braços dados ou não

Nas escolas nas ruas,campos,construções

Caminhando e cantando e seguindo a canção

Refrão:

Vem ,vamos embora,que esperar não é saber

Quem sabe faz a hora,não espera acontecer

Pelos campos há fome em grandes plantações

Pelas ruas marchando indecisos cordões

Ainda fazem da flor seu mais forte refrão

E acreditam nas flores vencendo o canhão

Refrão:

Vem ,vamos embora que esperar não é saber

Quem sabe faz a hora não espera acontecer

Há soldados armados,amados ou não

Quase todos perdidos de armas na mão

Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição

De morrer pela patria e viver sem razão

Refrão:

Vem,vamos embora que esperar não é saber

Quem sabe faz a hora,não espera acontecer

Nas escolas,nas ruas, campos,construções

Somos todos soldados,armados ou não

Caminhando e cantando e seguindo a canção

Somos todos iguais braços dados ou não

Os amores na mente,as flores no chão

A certeza na frente,a história na mão

Caminhando e cantando e seguindo a canção

Aprendendo e ensinando uma nova lição

Refrão:
Vem ,vamos embora que esperar não é saber

Quem sabe faz a hora,não espera acontecer

 

 

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Homenagem a Che Guevara - 1967  escrito em quarta 20 fevereiro 2008 01:20

No ano de 1967 também foi feita uma homenagem a Che Guevara que foi morto em outubro deste mesmo ano,essa musica também passou despercebida pela censura.A musica tinha o seguinte título:Soy loco por ti America,com letra de Capinam,melodia de Gilberto Gil e interpretação de Caetano Veloso.

Letra da Musica:Soy loco por ti, América (1968) - Gilberto Gil e Capinam,interpretação de Caetano Veloso

Soy loco por ti, América, yo voy traer una mujer playera
Que su nombre sea Marti, que su nombre sea Marti
Soy loco por ti de amores tenga como colores
la espuma blanca de Latinoamérica
Y el cielo como bandera, y el cielo como bandera
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores

Sorriso de quase nuvem, os rios, canções, o medo
O corpo cheio de estrelas, o corpo cheio de estrelas
Como se chama a amante desse país sem nome, esse tango, esse rancho,
Esse povo, dizei-me, arde o fogo de conhecê-la, o fogo de conhecê-la
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores

El nombre del hombre muerto ya no se puede decirlo, quién sabe?
Antes que o dia arrebente, antes que o dia arrebente
El nombre del hombre muerto antes que a definitiva noite
se espalhe em Latinoamérica
El nombre del hombre es pueblo, el nombre del hombre es pueblo
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores

Espero a manhã que cante, el nombre del hombre muerto
Não sejam palavras tristes, soy loco por ti de amores
Um poema ainda existe com palmeiras, com trincheiras, canções de guerra
Quem sabe canções do mar, ai, hasta te comover, ai, hasta te comover
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores

Estou aqui de passagem, sei que adiante um dia vou morrer
De susto, de bala ou vício, de susto, de bala ou vício
Num precipício de luzes entre saudades, soluços, eu vou morrer de bruços
Nos braços, nos olhos, nos braços de uma mulher, nos braços de uma mulher
Mais apaixonado ainda dentro dos braços da camponesa, guerrilheira
Manequim, ai de mim, nos braços de quem me queira,
nos braços de quem me queira
Soy loco por ti, América, soy loco por ti de amores

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No ano de 1967  escrito em quinta 07 fevereiro 2008 02:38

Em 1967,Chico Buarque emplacou uma musica de protesto,sendo que a epoca nem a identificou como tal.Esta musica é Roda Viva,que tirou o terceiro lugar no III Festival da Record.

Letra da Musica:Roda viva (1967) - Chico Buarque,que foi interpretada por Chico Buarque e o MPB4.


Tem dias que a gente se sente
como quem partiu ou morreu

A gente estancou de repente

ou foi o mundo então que cresceu

A gente quer ter voz ativa, no nosso destino mandar

Mas eis que chega a roda viva

e carrega o destino pra lá

Roda mundo, roda-gigante, roda moinho, roda pião

O tempo rodou num instante nas voltas do meu coração




A gente vai contra a corrente até não poder resistir

Na volta do barco é que sente o quanto deixou de cumprir

Faz tempo que a gente cultiva

a mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva

e carrega a roseira pra lá


A roda da saia, a mulata,

não quer mais rodar, não senhor

Não posso fazer serenata, a roda de samba acabou

A gente toma a iniciativa, viola na rua, a cantar

Mas eis que chega a roda viva e carrega a viola pra lá



O samba, a viola, a roseira, um dia a fogueira queimou

Foi tudo ilusão passageira que a brisa primeira levou

No peito a saudade cativa faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva

e carrega a saudade pra lá

Esta musica tornou-se conhecida nao somente por participar do festival e sim por aparecer como tema musical da peça Roda Viva escrita por Chico Buarque em 25 dias e montada por Jose Celso Martinez,cuja estreia foi no Teatro Princesa Isabel ,no Rio de Janeiro,no dia 15/01/68.Criticando a situação do artista, triturado pela mídia — o personagem principal, o cantor Ben Silver, é um ídolo inventado e imposto ao público pela publicidade —, o espetáculo teve uma encenação chocante, agressiva e provocadora, pela maneira livre e audaciosa como José Celso tratou o texto, com a aprovação total do autor. Aliás, Chico aproveitaria a oportunidade para se livrar da incômoda imagem de bom moço, que teimavam em lhe impingir.

Apresentada no agitado ano de 1968, quando a radicalização da ditadura caminhava para a edição do AI5, Roda Viva gerou uma intensa reação de grupos de direita ligados ao regime, que culminou com a agressão aos atores e a destruição dos cenários no teatro Isso determinou o final das encenações, sendo os participantes da peça enfiados num ônibus e despachados para São Paulo, com a recomendação de não retorna

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Continuação do ano de 1966  escrito em quinta 07 fevereiro 2008 02:02

A banda (marcha, 1966) - Chico Buarque ,interpretada por Nara Leão

Estava à toa na vida O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar cantando coisas de amor
A minha gente sofrida Despediu-se da dor

Pra ver a banda passar cantando coisas de amor

O homem sério que contava dinheiro parou

O faroleiro que contava vantagem parou

A namorada que contava as estrelas parou

Para ver, ouvir e dar passagem
A moça triste que vivia calada sorriu
A rosa triste que vivia fechada se abriu

E a meninada toda se assanhou

Pra ver a banda passar cantando coisas de amor


Estava à toa na vida o meu amor me chamou

Pra ver a banda passar cantando coisas de amor

A minha gente sofrida despediu-se da dor
Pra ver a banda passar cantando coisas de amor

O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou

Que ainda era moço pra sair no terraço e dançou
A moça feia debruçou na janela

Pensando que a banda tocava pra ela

A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu
A lua cheia que vivia escondida surgiu

Minha cidade toda se enfeitou

Pra ver a banda passar cantando coisas de amor


Mas para meu desencanto o que era doce acabou

Tudo tomou seu lugar depois que a banda passou

E cada qual no seu canto em cada canto uma dor
Depois da banda passar cantando coisas de amor

Depois da banda passar cantando coisas de amor
Depois da banda passar cantando coisas de amor









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Decada de 60  escrito em quinta 10 janeiro 2008 00:25

Foi na decada de 60 durante o regime militar no país,que a MPB se expandiu como um meio especial de protesto para driblar a censura que nos foi imposta por esse regime.

Foram através dos festivais na decada de 60 que a musica brasileira entrou numa fase metaforica,e com  sua poesia,melodia e criatividade tocou fundo na sensibilidade de toda uma geração.

Em l964, Jair Rodrigues,interpretou a musica de Alberto Paz e Edson Menezes , cantando o mal estar provocado pela repressão politica.

Letra da Musica: Deixa isso pra lá (samba, 1964), Alberto Paz e Edson Menezes

Deixa que digam
Que pensem
Que falem

Deixa isso pra lá
Vem pra cá
O que que tem
Eu não estou fazendo nada
Você tambem
Faz mal bater um papo
Assim gostoso com alguém ?

Vai, vai, por mim
Balanço de amor, é assim
Mãozinhas com mãozinhas pra lá
Beijinhos com beijinhos pra cá

Vem balançar
Amor é balanceiro meu bem
Só vai no meu balanço que tem
Carinho pra dar

 

 

Em 1966, foi a vez de Geraldo Vandré e Theo de Barros com Disparada,musica interpretada

por Jair Rodrigues que obteve o primeiro lugar no II Festival da TV Record,ao lado de A Banda composta por Chico Buarque,interpretada por Nara Leão.

Letra da Musica: Disparada - (moda-de-viola, 1966), Geraldo Vandré e Téo de Barros

Prepare o seu coração pras coisas que eu vou contar
Eu venho lá do sertão, eu venho lá do sertão

Eu venho lá do sertão e posso não lhe agradar
Aprendi a dizer não, ver a morte sem chorar

E a morte, o destino tudo, a morte o destino tudo

Estava fora de lugar, eu vivo pra consertar

Na boiada já fui boi, mas um dia me montei

Não por um motivo meu ou de com quem comigo houvesse

Que qualquer querer tivesse porém por necessidade

Do dono de uma boiada cujo vaqueiro morreu

Boiadeiro muito tempo, laço firme, braço forte

Muito gado, muita gente pela vida segurei

Seguia como num sonho que boiadeiro era um rei

Mas o mundo foi rodando nas patas do meu cavalo

E nos sonhos que fui sonhando as visões se clareando

As visões se clareando, até que um dia acordei

Então não pude seguir, valente em lugar tenente

E o dono de gado e gente, porque gado a gente marca

Tange, ferra, engorda e mata, mas com gente é diferente

Se você não concordar, não posso me desculpar
Não canto pra enganar, vou pegar minha viola

Vou deixar você de lado, vou cantar noutro lugar

Na boiada já fui boi, boiadeiro já fui rei

Não por mim nem por ninguém que junto comigo houvesse

Que quisesse ou que pudesse, por qualquer coisa de seu

Por qualquer coisa de seu querer ir mais longe que eu
Mas o mundo foi rodando nas patas do meu cavalo

E já que um dia montei agora sou cavaleiro

Laço firme, braço forte de um reino que não tem rei

Na musica Disparada,um dos versos mais importantes era:"Aprendi a dizer não,ver a morte sem chorar/E a morte ,o destino,tudo/A morte, o destino,tudo/Estava fora de lugar,eu vivo prá consertar. 

 



 

 

 

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